História da Tatuagem

Todos os vestígios nos levam a crer que a prática de marcar o corpo é tão antiga quanto à própria humanidade. Não se sabe ao certo quando a prática começou, um dos registros mais antigos foi detectado em uma múmia com aproximadamente 5.300 anos descoberta em 1991 nos Alpes. Algumas linhas azuis marcadas em seu corpo podem ser o mais antigo vestígio de tatuagem já encontrado. Já as múmias egípcias femininas, como a Amunet, que teria vivido entre 2160 e 1994 a.C. apresentam traços e pontos escritos na região do abdomem, indicando assim que a tatuagem, no Egito Antigo, poderia ter relação com cultos à fertilidade. Além do uso em rituais, a tatuagem serviria também como identificação de grupos sociais, marcação de prisioneiros, ornamentação e até como camuflagem. Na Idade Média a tatuagem foi proibida no Ocidente.

Os nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia
(maori), tatuavam-se em rituais complexos, sempre ligados à
religião. Os maori se destacaram pela criatividade do Moko,
tatuagem tradicional feita no rosto. Para os Samoanos, o ato de
pintar o corpo marcava a passagem da infância para a maioridade.
A tatuagem representava também a separação das classes sociais.
Na América, tanto as tribos indígenas dos Estados Unidos, quanto
as civilizações Maias e Astecas, eram praticantes da tatuagem.
Para os Índios Sioux, tatuar o corpo servia como uma expressão
religiosa e mágica. Eles acreditavam que após a morte, uma
divindade aguardava a chegada da alma e exigia ver as
tatuagens do índio para lhe dar passagem ao paraíso.

moko (tatuagem facial maori)
tatuagem Japonesa(Yakuza)

No Japão feudal as tatuagens eram usadas como forma de
punição, tornando-se sinônimo de criminalidade. Mais tarde,
na Era Tokugawa, época de intensa repressão, ser criminoso
se tornou sinônimo de resistência, popularizando a tatuagem.
Foi nessa época que surgiu a Yakuza, a máfia japonesa, cujos
membros têm os corpos todos pintados em sinal de lealdade
e sacrifício à organização e simbolizando a sua oposição ao
regime. Os chineses acreditavam que as tatuagens desviavam
o mal de quem as possuía e marcavam a pele com labirintos
sinuosos para confundir os olhos do inimigo.

A tatuagem foi re-introduzida no Ocidente no século XVIII, com as explorações que colocaram os europeus em contato com as culturas do Pacífico. O termo "tatuagem" vem do inglês "tattoo", trazido em 1769 para o ocidente pelo navegador inglês James Cook , que registrou em seu diário, durante expedição à Polinésia: “homens e mulheres pintam o corpo. Na língua deles, chamam isso de tatau. Injetam pigmento preto sob a pele de tal modo que o traço se torna indelével”. A tatuagem era feita com ossos finos como agulhas, nos quais batiam com uma espécie de martelinho de madeira para introduzir a tinta na pele. Após cem anos, Charles Darwin afirmaria que nação alguma desconhecia a arte da tatuagem, de fato a maioria dos povos do planeta praticavam ou havia praticado algum tipo de tatuagem.